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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Sans voiture

Dia mundial sem carro - seria uma obrigação ou uma participação amistosa por um dia mais saudável ao ano?

Vendo as fotos do dia em São Paulo, não pude deixar de comentar.
Veja as voce mesmo.
Acho que esse dia tem muito a crescer ainda em SP e principalmente encorajar as pessoas a participar. Uma vez por ano.


Em Bruxelas, há exatamente dois anos atrás, quando pisei na cidade pela primeira vez e coincidentemente era o dia sem carro. E realmente sem carro. Todas as ruas fechadas pela policia, mesmo as principais avenidas e tuneis, e todos com suas familias andando de skate, patins e bicicletas. Se duvida, veja.


De Brussels


Apenas depois fui saber o quão caótica essa cidade poderia ser (claro que não se compara a São Paulo). Varias atividades na rua, comidas diferentes, exposiçao de animais, festa de baloes e pessoas animadas por ai.

Com certeza incomoda ficar um dia sem poder dirigir, tem que depender de transporte publico, principalmente quando se mora na cidade e não apenas esta a visitando, como é o meu caso agora. Haviam anunciado que choveria no dia, e ainda sem poder usar o carro. Inferno? Não - é o preço por ajudar um pouco o meio ambiente, afinal como ja disse - uma vez por ano, não custa mudar um pouco a sua rotina do fim de semana em prol de algo maior.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Beautiful day

Bruxelas, 18 de agosto de 2009 as 21h20...


Pena que só estava com a camera do celular...

domingo, 15 de março de 2009

Aos poucos...

...em 2007 foram apenas 4 meses, poucos mas difíceis meses, nada era certeza, tudo era problemático e temporário. Era difícil fazer planos, viajar ou fazer algo fora do trabalho.
2008 - 12 meses e 8 países diferentes. Apesar de parecer uma maravilha e de várias fotos bonitas, nem tudo eram rosas. Fui visitar amigos em outros cantos europeus, fiz amizades mas (quase) todas foram embora no ultimo trimestre do ano, de volta aos seus paises de origem. Triste, mas bom para eles. Foram poucas festas durante o ano, mas aos poucos as coisas foram criando uma forma mais permanente: moradia, amigos e até trabalho.
Em 2009, apesar do pior inverno da Europa - e por conseguencia eu estar mais branco do que nunca, novas pessoas e amizades estão surgindo. Foram algumas festas já e muitas ainda prometem vir. Assim como viagens. Até picanha e caipirinha já entraram no cardápio desse ano.

É difícil chegar em um lugar desconhecido, com cultura, clima e pessoas diferentes e esperar que se goste de tudo logo de cara. Isso é óbvio. Mas a parte que as vezes não dá pra compreender é se aos poucos a gente se acostuma com as coisas novas e passa a gostar por causa disso, ou se apenas se acomoda com a situaçao e passa a enxergá-la como normal. O fato de se acomodar, faz com que você aceite algumas coisas que até não concorda ou não goste.
O que me dá um pouco de certeza de que a primeira coisa está acontecendo e não a segunda foram as mudanças, aos poucos, mas para melhor, que foram acontecendo e aos poucos tb fazem com que eu goste e tb me acostume melhor por aqui.

Cada vez é mais difícil decidir sobre o futuro. Todos me perguntam sobre tempo, volta, belgica, brasil, sao paulo, emprego, etc. A resposta é sempre indefinida, incerta. Difícil.

Mas a gente vai vivendo (e bem!!) mesmo com todas essas duvidas e incertezas ne?
=)

segunda-feira, 2 de março de 2009

Apenas mais uma profissão?

Na Suécia é proibido comprar serviços sexuais, mas não vendê-los. (e de graça?)
Na Holanda, a prostituição é considerada um trabalho com direito a seguridade social. (mundo avançado)
Na Dinamarca, as prostitutas pagam impostos, mas não têm direito a assistência médica nem a seguro desemprego. (tadinhas...)
Na Espanha, a prostituição não é autorizada, mas tampouco é proibida, e as trabalhadoras do sexo vivem num limbo sem leis: a regulamentação se limita à "preservação da ordem pública" e a castigar os delitos contra a liberdade sexual ou o aproveitamento de situações de debilidade. (hã?)
...
(fonte)

Na reportagem alega-se muito a questão do tráfico humano e do mal trato as mulheres que exercem a profissão (onde ela é reconhecida).
Lembrando as origens conhecida do tráfico humano, quando negros africanos eram "exportados" para o mundo inteiro, servindo como mão de obra em lavouras, auxílio nos mercadinhos, empregadas domésticas, etc. Com o passar do tempo, conforme (em teoria) o tráfico de negros foi sendo abolido, essas profissões foram transformadas em trabalhos reais executadas por pessoas de qualquer raça, cor e passou a ser pago. Em muitos lugares do mundo, tais profissões são igualmente ou até melhores pagas que muitas profissões que exigem 5 anos de estudo.
A mesma situação acontece com a prostituição. Por mais que se argumente a questão da banalização do sexo, por que não se pode considerar como um trabalho "normal"? Utiliza-se dele e paga-se quem bem quiser usufruir do serviço, ninguém é forçado a nada, o pagamento não é compulsório (ao contrário de um imposto).
A regulamentação e a maior fiscalização por parte do governo pode trazer bens a sociedade e ao próprio governo. Se é profissão, tem que pagar imposto, encargos sociais e seguros, logo dinheiro para os cofres públicos. Se bem fiscalizado, igual deve ter acontecido quando foi abolido a escravidão, só trabalhará nessa área por vontade própria. E acabam-se com os cafetões ilegais e exploradores, esses sim do tráfico humano.

A questão do tráfico humano com certeza é séria e deve ser combatido por todos os governantes. Mas dizer que necessariamente a prostituição leva a isso, é excesso de preconceito e medo de assumir responsabilidade social por uma nova profissão.


Red light district em Amsterdam

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Brrrrrrrr.....

Não adianta dizer em números como um, zero, menos um ou menos dois. Mas o frio que eu passei no sábado não tem como descrever em uma fórmula matemática com várias variáveis tipo temperatura, velocidade do vento, umidade do ar, quantidade de sol, de blusas, ...

No outro lado da equação, eu, com minha massa (pouca) somado a um par de luvas, gorro, camiseta, moletom, o melhor dos meus casacos, calça jeans e duas meias. Não deu, difícil de resolver a equação, que no final mostrou que as variáveis da natureza são de maior magnitude do que o meu guarda roupas.

Andar na rua estava impossível. O rosto doia, e as pontas dos dedos e dos pés congelavam. Se existe o calor infernal, como se chamaria o oposto no frio - frio dos céus?

E não fui pra Antártica ou escandinávia e nem estava na neve. Em plena chamada europa central, onde supostamente não é (tao) frio assim. Dizem que o vento e a umidade daqui torna a sensação térmica pior do que em países com temperaturas como menos dez, menos quinze. Eu duvido, mas não sei, muitas variáveis na equação, não sei resolver.

No domingo, fiz questão de não passar pela mesma experiência: não sai de casa. Essa é a dúvida do inverno, passear e passar frio, ou ficar em casa entediado no quentinho?

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Are we human? Or are we dancers?

A muito se tem falado de regulamentar a profissão exercida na área de computação.

A Sociedade Brasilera de Computação (SBC) considera três pontos bases:
1). exercício da profissão de Informática deve ser livre e independer de diploma ou comprovação de educação formal;
2). nenhum conselho de profissão pode criar qualquer impedimento ou restrição ao princípio acima;
3). a área deve ser Auto-Regulada.
E ela está justificada aqui.

Mas de repente aparece a velha questão: Qualidade ou Quantidade?
Qualquer um (mesmo) pode fazer um cursinho por ai, programação básica visual alguma coisa, programar orientado ao mouse, colocar no currículo e arranjar um emprego. Pronto. Virou profissional da área de computação.
Vemos muitos erros e sistemas mal feitos. Será a falta da regulamentação responsável por isso? Difícil de afirmar, mas poderia ser com certeza. Cada vez mais, pessoas menos instruídas e cursos mais meia bocas são lançados no mercado, juntamente com profissionais qualificados de excelentes universidades do país. Como separar o joio do trigo? Devem todos ter a mesma chance? Qual a importância de uma base b
oa, ao invés de um curso onde só se ensina o que há de "hot" no mercado nos últimos 5 meses.

A lei de mercado: oferta e demanda. Até entao, houve muita oferta e a área foi valorizada. A demanda se moveu por causa disso. Agora, com essas crises e um aumento não regularizado da demanda, vai sobrar demanda (mesmo que mau qualificada) e a oferta vai cair, salários vão cair e a área desvaloriza tb.

Há regulamentação em praticamente todas as profissões, desde advogados e médicos até jornalismo. Digo até jornalismo, pois a base da SBC para não regulamentar e deixar livre o exercício da profissão de computação é o fato da computação estar no dia a dia das pessoas e ser uma área multidisciplinar, mas o que se dirá de jornalismo? Escrever, relatar e narrar opiniões e notícias do dia a dia. Isso também é dia a dia e grande parte da população sabe escrever. Isso as torna jornalistas? Não. Nem do ponto de vista profissional quanto do exercício em si. E por que a computação teria que ser diferente?
Direito e Medicina tem seus orgãos e suas provas para controlar a qualidade e regulamentar quem quer exercer a profissão. É algo essencial, pois principalmente em Medicina é caso de vida ou morte. Em computaçao, raros casos são de vida ou morte, mas nem por isso a porteira deve ser aberta.

E como distinguir os diversos cursos? Análise de informação? Ciencias da computaçao? Engenharia da computação? Processamento de dados? O que é o que? Qual a fronteira que os separa no mercado de trabalho? Ou podemos joga-los todos na mesma panela e esperar um prato consistente?

Ou será que devemos deixar tudo livre e dançarmos conforme a música?
...

sábado, 29 de novembro de 2008

Grande podere, grande responsabilidade

"With great power comes great responsibility" - diria Ben Parker ao seu sobrinho Peter Parker.

Passou-se a época que era tudo diversão. Mesmo as coisas sérias eram diversão. Até o tão árduo trabalho do dia a dia era 80% diversão. Estudar, que coisa mais divertida.
Piadinhas, cafés, almoços longos e brincadeiras...
Responsabilidade? Sim, tinhamos, mas o peso dela em relaçao a todo o restante do ambiente era insignificante. Quase nulo. Arredondando, era nulo.

Como se tivéssemos adquiridos grandes poderes (quais?) vejo o quanto tudo mudou e a responsabilidade que veio junto, ou que aumentou o seu peso no dia a dia. A palavra "usuario" ficou no dia a dia, além dos adjetivos obrigatórios.
Não posso chegar tarde. Almoço em 15 min. Café é literalmente apenas café. Aguado.
Piadinhas? Temos. Mas não são as mesmas.
Reuniões, e-mails, responsabilidade, cobrança, projetos, budget...

E qual o poder que adquirimos? Podemos escalar a parede? Jogar teias? Salvar vidas?
O filme Music Within cita "a maioria das pessoas morre com sua música dentro delas"...

domingo, 16 de novembro de 2008

Fim de ano

Fim de ano é aquela coisa: natal com a família, comidinha gostosa, mesa cheia e eventualmente presentes; virada do ano novo é amigos, de preferencia na praia, pulando ondas, vestidos de branco, vermelho ou outra cor dependendo do desejo para o ano seguinte.

Mas, isso no Brasil... aqui, nao tem jeito, família está longe, e os amigos espalhados: a maioria no brasil e alguns por diferentes países da Europa.
Entao qual o plano? Mandar e-mails, consolidar idéias, planejar, juntar uma galera e ir viajar.

O que no começo parece totalmente desiludido, parece que tudo vai se desencontrar, aos poucos vai se formando uma idéia concreta e comum. Não da pra juntar todos, mas quanto mais, melhor.
E essa coisa de branco, vermelho, etc, nao cola por aqui, afinal é inverno, e acima do branco estão milhoes de blusas e casacos, alem de cachecol, luvas e gorro. Ou seja, foda-se a cor.

Entao bóra pra algum pais, de preferencia onde a gente nem saiba falar "Feliz ano novo" na lingua local. Ainda.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Sobe e desce

A saida da zona de conforto causa ao menos uma sensação ou sentimento: desconforto.
Redundancias a parte, o desconforto traz consigo outras sensações como insegurança, tristeza, pensamentos, incomodo...

O convívio diario na zona de desconforto cria o hábito... e hábito nada mais é como uma prática generalizada e prolongada que pode se estender como uma obrigatoriedade psicológica.

O hábito pode causar o conforto novamente e assim, a ex zona de desconforto vai gradualmente se transformando na nova zona de conforto.
Mas se a obrigatoriedade psicológica é colocada em questão, entao toda a estrutura se desmonta: o hábito é questionado, o conforto anterior é lembrado e a nova zona de conforto volta a ser de desconforto.

E assim o ciclo se repete constantemente. Vai e volta. Sobe e desce.

E eu não estou falando da bolsa de valores.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

O apanhador de sonhos

Sonhar sobre a incerteza, o passado misturado com o futuro, situacoes que odeio passar como batida de carro, atrasado para pegar o aviao, deixando novamente o pais...
E sempre um pensamento na contra-mao dos fatos: a batida foi boa pois esta atrasando-o mais ainda para o voo e a pessoa vai pagar os danos; o atraso vai faze-lo perder o voo; perdendo o voo permanecera no pais.
Quer mesmo ir? Se torce tanto para perder o voo, para atrasar mais para ter uma desculpa, sera essa desculpa mesmo necessaria?
...
...
E o alarme toca! 7h30. Ufa, essa avalanche de pensamentos durante a noite nao acompanha o proposito do descanso do normal adormecer e sonhar. So faz refletir e agonizar(?).

Ate quando?

sábado, 2 de agosto de 2008

O albergue espanhol

Assistam L'Auberge Espagnole. Fime frances que se passa em Barcelona. Muito bom filme. Grande recomendação.

Além de se passar na linda cidade de Barcelona, o filme mostra uma parte da realidade desses estudantes viajantes mundo afora: os erasmus. Praticamente todos meus amigos brasileiros espalhados na europa são erasmus e isso me fez ficar mais a parte deles e de outros erasmus.
É um ano de férias. E que férias. A maioria mal estuda, e viaja muito. Claro que há exceções, mas porque se matar de estudar nesse um ano ao invés de aproveitar uma região que sabe-se-la-quando terá oportunidade de visitar novamente. Isso cria outra legião deles, os erasmus mochileiros.
E para muitos deles, é a primeira sensação de liberdade e também de amadurecimento, afinal, morar fora sem a família, mesmo que tudo pareça diversão, não é verdade 100% do tempo. A maioria nunca morou fora, sem a família ao lado. Criam-se duas sensãçoes, uma inicial e outra final.
A inicial é a sensação do fazer o que quiser. Organizar suas viagens com os amigos, aproveitar, morar ao lado da faculdade, ir em todas as festas, aproveitar os outros erasmus.
A final se caracteriza na hora de ir embora, depois dos 6 meses ou 1 ano fora, voltar ao país de origens, a casa dos pais, ao inferno do metro, onibus ou 2hrs no transito para se chegar na longingua faculdade no outro lado da marginal. Isso causa tristeza, depressão e saudades das "férias". Mas, é a realidade, é a vida.
Por outro lado, há erasmus que não se adaptam a ficar longe da família, dos amigos de infancia e da cultura local, e acabam entrando em depressão. Não é exagero. Acabam fragilizados, se entregando a coisas bobas, nao aproveitando, e são facilmente levados por outros por estarem em momento fraco. Triste.
Nesse mes, vi dois erasmus amissíssímos voltarem para o Brasil, cada um com uma sensação diferente do que ficou e da expectativa do que será no Brasil.
E mais importante é a cultura adquirida, as pessoas conhecidas, os contatos feitos e as experiencias vividas. Todos voltam com uma baguagem (tanto física quanto "espiritual") muito maior. Junto com as bugigangas compradas vieram tb o conhecimento.

E no final, as despedidas... dóem... falar txau para aqueles que conviveram o dia a dia. Que enfrenteram e cresceram juntos. E algumas despedidas são eternas, sabe-se que nunca mais irá se ver o outro erasmu, de um lugar longinguo, outro país, outro continente, outra vida...

A hora de voltar a realidade. Mas, o abraço e a saudade matada dos que esperaram vale. Essa é a opinião unânime de todos.

Assistam ao filme e entenderam um pouco melhor o que eu falo...

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Sinal vermelho

Eu não entendo a fundo as regras da F1, mas esse negócio de semáforo vermelho na saída, transito, batida e até engarrafamento de carros não está com nada, mais parece o transito de Sp.
Provavelmente é alguma medida de (des)segurança, que precisa ser revista.

Só falta radar de velocidade e rodízio nas pistas da fórmula um.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Brincadeira de crianca...

Deputados trocam empurrões no plenário da Câmara e quase saem aos tapas
O deputado Zé Geraldo não gostou da brincadeira de Neves e foi na direção dele. Os dois trocaram empurrões e a situação só não ficou mais grave porque alguns deputados intervieram e separaram os parlamentares.

...E depois, como chegar em casa e falar para seus filhos nao brigarem?

Meu dinheiro, seu dinheiro

Contribuicao Social da Saude. Ou seja, a Saude vai contribuir socialmente, vai doar uma quantia monetaria para ajudar nas questoes de pobreza, desemprego e higiene?

Ou seria Contribuicao Social para a Saude, ou seja, toda a sociedade contribuira para a Saude, melhorando o atendimento nos postos de saude e hospitais, tornando-os mais acessiveis e de melhor qualidade.

Fico me perguntando o por que do governo ter discutido tanto a favor da permanencia da CPMF (Contribuicao Provisoria sobre Movimentacao Financeira) se mesmo depois da derrota eles conseguem criar um outro imposto nos mesmos moldes do antigo mas com um nome diferente. Nao teria sido mais facil apenas 'desistir', lembrar que existia a letra P de provisorio na sigla do imposto, e depois lancar o CSS (ou JS ou HTML ou qq outro nome) sem ter causado tanto cansaco e discussao?

Ou melhor ainda, por que nao fazer uma reforma fiscal, esquecer todas as letras atuais existentes e criar um imposto unico, que seria muito mais facil de recolher, de gerenciar, de distribuir socialmente e de fiscalizar? Hoje temos centenas de impostos diferentes tanto para pessoa fisica quanto juridica e ninguem sabe ao certo a arrecadacao prevista e o destino final de cada um deles. E destino final eh piada/teorico, como no caso da CPMF que fora criada para ajudar na saude mas acabou sendo usado para outros diversos fins - menos saude.

O CSS tem ao menos Saude no nome, ou seja, em teoria um destino certo. Em teoria, porque a CPMF tb tinha, e por pouco o P nao mudou de significado.
Mas enfim... uma reforma fiscal agora iria dar muuuuuuito trabalho, longos meses de discussao entre governo, aliados e oposicao. E no futuro, certamente nao seria mais necessaria tanta discussao, re-discussao, definicao, re-definicao de novas taxas e impostos. Mas, quem se preocupa com o futuro?

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Escola rica, escola pobre

Hoje saiu uma especie de ranking das escolas de ensino medio avaliando o desempenho dos alunos no ENEM. Claro, comparacoes de sempre como a pior escola particular em relacao a maioria das escolas publicas, o ensino particular na frente, escolas publicas no final, etc etc.

A escola (particular) que eu estudei ate a 8a serie, ficou em 5o lugar: um desempenho otimo.
A escola (publica federal) que eu fiz o colegial e tecnico, ficou em 8o lugar: a melhor colocacao de escola publica.

Pra mim foi muito claro quando mudei de uma escola particular para uma publica, mesmo essa publica sendo considerado muito boa. O comprometimento dos professores, dos alunos e da diretoria em relacao ao ensino caiu drasticamente. Mas mesmo assim, estou reclamando de boca cheia.
Todo mundo sabe da pessima qualidade do ensino publico: dos problemas de administracao a falta de infra-estrutura, dos professores que faltam aos que fazem greve, dos alunos que matam aulas aos que sao traficantes... mas a gente so acorda mesmo quando a agua bate na nossa bundinha...


Ranking Tipo Nome da Escola Média*
1 Privada VERTICE COLEGIO UNID I 81,67
2 Privada BANDEIRANTES COLEGIO EFM 78,88
3 Privada MOBILE COLEGIO 78,00
4 Privada SANTA CRUZ COLEGIO 76,88
5 Privada MENDEL COLEGIO AGOSTINIANO 76,52
6 Privada ETAPA COLEGIO DE EFM 76,44
7 Privada PALMARES COLEGIO EFM 76,15
8 Federal CENTRO FEDERAL DE EDUCACÃO TECNOLOGICA DE SÃO PAULO 75,93
9 Privada ALBERT SABIN COLEGIO 75,74
10 Estadual SAO PAULO ETE DE 75,56
Ranking baseado no ENEM das escolas da cidade de Sao Paulo (SP) - 04/2008

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Relações trabalhistas

Engraçado quando se trabalha com duas áreas de negócios diferentes: planejamento de logística e planejamento de produção.
São dois usuários importantíssimos do sistema, e após algumas reuniões com um, com o outro, e com ambos, você descobre em reunião com o pessoal da logística que eles acham que o pessoal da produção não faz nada... e em reunião com o pessoal da produção você descobre que eles acham a mesma coisa a respeito dos seus colegas de logística.
O que eu fico imaginando é se essas duas áreas amigáveis, quando e (se por acaso) se reúnem, falam que o pessoal de TI não faz nada também...

Como diria um colega de trabalho (da área de TI), no fim, somos todos uma grande família (que não faz nada)...



O trabalhador e o enrolador

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Alheio ao mundo

Você já ouviu falar em um país chamado Sudão ou tbm República do Sudão?
Se já ouviu falar, já reparou na desgraça que corrói esse país desde o início do século 21...

Quem sou eu para falar de boca cheia sobre as guerras civis que acontecem no mundo, principalmente na áfrica, e que nem parecem acontecer no mesmo planeta que nós habitamos e vivemos todos os dias tranquilamente.
Assalto? Seguestro? CPI? Roubo a obra de arte? Isso é piadinha contada em Sudão.

Essa semana conheci e conversei com um sudanês. Refugiado da guerra civil, mora em Antuérpia há 6 meses. Imagina o impacto de perguntar todo alegremente: "E ae Mahzgul, por que raios vc veio parar nesse país?" e ele responder, com seu jeito tímido de quem vive desde os 18 anos reprimido: "Eu sou refugiado".
Fiquei de boca aberta. Não sabia o que falar. Quanto mais em inglês. Mais 15 secs e nos despedimos, cada um pra sua direção rumo as suas respectivas moradias. Fico imagiando como ele consegue sobreviver por aqui? Qual a vida que ele leva? Sair de um país fugindo da própria população e do governo que se autodestroem sem fim.

O pouco que sei sobre o Sudão agora, li no wikipedia, na versão em ingles porque em português não fala quase nada. Isso mostra descaso? Falta de informação? Acesso a informação?

É, dizem que o mundo é pequeno. Mas ele se mostra grande o suficiente pra nos deixar longe dos problemas de outros países.


Sudão - "A pior crise humanitária do sec 21",
por Colin Powell, Secretário de Estado dos EUA

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Bye bye Brasil

Depois da moça que ficou presa com homens na cadeia e dos escândalos políticos, o Brasil voltou a aparecer no noticiária internacional. O motivo é claro, mas nem por isso óbvio: CARNAVAL.
Digo claro porque o carnaval no Brasil é foda, é popular, é bonito. Mas óbvio não é, porque parece ser tão difícil essa tarefa de mostrar à imprensa internacional o que o nosso país tem de bom.
E digo isso, porque é a primeira vez, em meses que acompanho diversos noticiários locais belgas, ingleses e europeus que o Brasil aparece em boa cena e incentivando a vontade dos estrangeiros de visitarem o longínguo Brasil.

França, Espanha, EUA, China, Itália, Inglaterra e México são alguns dos 10 países que mais recebem turistas e investem cada vez mais nesse nicho de mercado pois turistas gastam muito dinheiro local, movimentam o comércio, gastam em moeda mais forte, pagam caro por algo tradicional barato, utilizam transporte, tem gastos alimentares e além disso, turistam atraem mais turistas.

A renda gerada pelo turismo atinge por volta de 11% do PIB da Espanha, Portugal, 12,5% na França e quase 14% na Inglaterra. No Brasil esse valor chega por volta dos 5%, porém a geraçao de novos postos de trabalho ocasionados pelo turismo é muito baixa no Brasil. É como se o turista tivesse que se esforçar para vir para o Brasil e gastar seus dólares e euros, enquanto nos outros países há um tapete vermelho no saguão do aeroporto.

O Brasil tem muita beleza natural, mas não investe no seu potencial.
Todo dia eu vejo propaganda sobre a Índia, Bangladesh e Turquia, mostrando as belezas desses países e convidando os telespectadores a visitar esses lugares.


Mas o Brasil é isso: abençoado por natureza e amaldicionado pelo homem.

De qualquer forma, foi bom ver a cultura brasileira estampada nos jornais ao redor do mundo.

"...
Bye, bye Brasil
A última ficha caiu
Eu penso em vocês night'n day
Explica que tá tudo ok
Eu só ando dentro da Lei
Eu quero voltar podes crer
Eu vi um Brasil na TV

..."
Bye bye Brasil - Chico Buarque

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Sem começo, sem fim e sem lado

O mundo dá voltas. Tudo acontece, acontece e volta ao mesmo lugar. Nao preciso de exemplos de notícias de CPIs, políticos corruptos e outros bandidos, que por hora são acusados, aparecem em todos os jornais nacionais e depois são absolvidos ou terminam na famosa pizza.

O
futebol também é assim. Claro, paixão brasileira, tem que levar um pouco da característica do nosso país. É Edmundo, Romário, Wanderlei Luxemburgo, Pelé e cia, que brigam entre si, se recusam a participar do mesmo time, mas hora ou outra são obrigados a fazer as pases.

Depois de uma análise profunda, com o auxílio da famosa matemática, a razão de tudo acontecer desta forma é muito clara: é tudo redooooooondo.